Médica recém-formada morta em acidente na BR-282 estava a caminho de prova para trabalhar na saúde comunitária, diz irmã gêmea

Júlia Picinini, de 25 anos, morava em Joaçaba e seguia de carro para Campos Novos quando houve a colisão.

A médica recém-formada Júlia Picinini Pelinson, de 25 anos, que morreu em uma colisão frontal entre dois carros na BR-282, estava a caminho de Campos Novos, no Oeste de Santa Catarina, onde faria uma prova para atuar como médica comunitária no município. A informação foi confirmada ao g1 pela irmã gêmea dela, Eduarda Pelinson.

Júlia morava em Joaçaba e, segundo a irmã, acordou cedo no domingo (18), chegou a compartilhar o café da manhã nas redes sociais e seguiu viagem para participar do processo seletivo.

“Ela acordou cedo e postou o café da manhã nas redes sociais. Morava em Joaçaba e estava a caminho para um seletivo em Campos Novos para trabalhar no município como médica comunitária. Ela amava trabalhar com saúde básica e da família e sempre estava realizada em trabalhar nos postos de saúde”, disse a irmã.

O acidente ocorreu na manhã de domingo, e Júlia dirigia um dos veículos envolvidos. No outro carro, uma mulher de 50 anos, identificada como Neiva Junges, que estava como passageira, também morreu. Não há informações detalhadas sobre a dinâmica da colisão, e o g1 busca atualização sobre o estado de saúde do outro ocupante do automóvel.

Em nota, o município elogiou a breve atuação da médica na rede pública:

“Júlia demonstrou comprometimento, sensibilidade e dedicação no cuidado com os pacientes, sendo reconhecida por colegas e usuários do sistema de saúde pelo profissionalismo e humanidade no exercício da medicina.”

Vítima se formou em dezembro
A jovem havia se formado em Medicina pela Unoesc de Joaçaba em dezembro de 2025. Poucas semanas depois, começou a trabalhar em uma Unidade Básica de Saúde do município.

“A gente só consegue aceitar o que aconteceu porque sabemos que ela realizou esse sonho. Ela nunca quis coisas materiais; só queria dar orgulho aos nossos pais e ser uma boa médica para quem atendesse e foi isso que ela fez”, afirmou a irmã.

Nas redes sociais, Júlia compartilhava a rotina, dicas de bem-estar e momentos de carinho com a família e amigos.

“Se precisasse dela, ela estava ali. Às vezes deixava de descansar para visitar e cuidar de um tio ou de um avô. Em todos os momentos ela sabia quais palavras usar”, lembra a irmã.

Fonte: G1