Durante ato de campanha em Belém (PA), nesta segunda-feira (28), Janja Lula da Silva voltou a associar Flávio Bolsonaro (PL) à suposta intenção de retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de Padroeira do Brasil. A afirmação, porém, retoma uma informação falsa que circula nas redes sociais e que já foi desmentida pelo senador.
Durante o discurso, a primeira-dama comparou a suposta intenção atribuída ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com a posição do governo federal em relação às apostas online, enquanto usava uma medalhinha da Padroeira do Brasil no pescoço.
“Enquanto a gente quer o fim das bets, aí o outro lado quer o fim da padroeira do Brasil. Se dizem enviados de Deus, mas vivem às custas da fé das pessoas”, disse.
A declaração ocorreu durante um ato que reuniu aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Pará. Participaram do evento a governadora do estado, Hana Ghassan (MDB), que disputa a reeleição; os candidatos ao Senado Helder Barbalho (MDB), Chicão (União Brasil) e Celso Sabino (PDT); o prefeito de Belém, Igor Normando (PSDB); e o senador Beto Faro (PT).
Janja também fez uma referência religiosa ao pedir proteção para Lula e voltou a criticar aqueles que, segundo ela, são “falsos adoradores de Deus”.
“Que o manto de Nossa Senhora nos proteja de falsos adoradores de Deus, de falsos profetas da fé. Que Nossa Senhora ilumine os caminhos do presidente Lula e afaste ele de todo mal e de toda mentira”
Janja chama Flávio de “Bozo filho”
Em outro trecho do discurso, Janja elevou o tom das críticas a Flávio Bolsonaro e fez uma associação entre o senador e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A primeira-dama chamou Flávio de “Bozo filho” e usou o termo “familícia” para se referir aos Bolsonaro.
“Pará, é hora da verdade. É hora de colocar na balança a história de vida do presidente Lula e do Bozo Filho. De ver tudo que o Lula já fez pelo Brasil e tudo que o desgoverno da familícia Bolsonaro não fez pelo Brasil”, declarou.