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Após reajuste do Bolsa Família, Lula anuncia caneta emagrecedora pelo SUS a duas semanas das eleições

calendar_month 18/09/2026
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Após reajuste do Bolsa Família, Lula anuncia caneta emagrecedora pelo SUS a duas semanas das eleições

Crédito da imagem: (Fotos: Ricardo Stuckert/Flickr//Lula e Fernando Frazão/Agência Brasil)

 Faltando pouco mais de 15 dias para as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na quinta-feira (17), duas medidas de forte apelo popular num momento de desaceleração nas pesquisas eleitorais: o reajuste de 15% do Bolsa Família e a disponibilização gratuita de canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro turno das eleições acontece no dia 4 de outubro, e em um cenário de mudança nas pesquisas eleitorais. Na rodada mais recente da Quaest, divulgado na última segunda-feira (14), Flávio Bolsonaro (PL) apareceu numericamente à frente de Lula no segundo turno pela primeira vez, com 42% contra 40%, respectivamente.

O mesmo movimento foi registrado pela Atlas em levantamento revelado na última quinta-feira. No confro direto, o petista marcou 46,8% contra 47,2% do candidato do PL.

Primeiro Bolsa Família, depois “canetinha mágica”
O reajuste do Bolsa Família foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quinta. Com a atualização, o benefício mínimo passa de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, enquanto o valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777. Segundo o governo, a correção recompõe a inflação acumulada pelo INPC desde março de 2023.

Horas depois, durante agenda em Montes Claros (MG), Lula anunciou a intenção de ampliar o acesso aos medicamentos utilizados no tratamento da obesidade por meio do SUS. A declaração ocorreu durante visita ao novo complexo industrial da Eurofarma.

Ao falar sobre o medicamento, o presidente disse que a chamada “canetinha mágica” será destinada a pessoas que tenham indicação médica.

“Essa canetinha vai ser utilizada para cuidar, de graça, das pessoas que tenham obesidade, quando o médico detectar que um homem ou uma mulher tem problema”, disse Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula também defendeu que o medicamento seja associado a acompanhamento médico e mudança de hábitos. Em declaração anterior, o presidente já havia afirmado que o remédio deveria ser destinado a quem tivesse necessidade de saúde, e não utilizado indiscriminadamente.

Lula promete oferta do medicamento “de forma responsável”
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que a iniciativa não significa uma liberação indiscriminada das canetas para qualquer pessoa que queira emagrecer.

Segundo Padilha, o governo prepara estudos e um protocolo clínico para estabelecer quais pacientes poderão receber os medicamentos.

“A gente quer uma outra coisa: colocar essa medicação no SUS como um direito. E vamos fazer isso de forma responsável”, afirmou o ministro da Saúde.

Ele afirmou ainda que o objetivo é direcionar o tratamento a pacientes que realmente tenham indicação médica.

Entre os grupos estudados estão pacientes com obesidade que aguardam cirurgia bariátrica, pessoas com obesidade associada a problemas cardíacos e mulheres que tiveram câncer de mama. O Ministério da Saúde conduz um estudo com 250 pacientes do SUS para avaliar o uso da semaglutida e os resultados do tratamento.

Padilha também afirmou que o governo pretende estabelecer regras nacionais antes da oferta ampla dos medicamentos.

“Vamos deixar pronto o protocolo para podermos disponibilizá-lo no SUS, em todo o Brasil, de forma responsável”, disse.

Governo rejeitou caneta emagrecedora no SUS por causa do custo
A disponibilização do acesso à caneta emagrecedora pelo SUS, feita pelo presidente Lula, acontece pouco mais de um ano depois da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendar ao Ministério da Saúde que não incorporasse o medicamento por causa do alto custo financeiro.

A Conitec estimou em aproximadamente R$ 7 bilhões em cinco anos o impacto orçamentário da incorporação da canetinha para uma população específica de pacientes com obesidade.

Agora, o Ministério da Saúde afirma que o cenário de preços mudou com a entrada de novos produtos no mercado. De acordo com Padilha, o Brasil já possui 14 medicamentos registrados para o combate à obesidade e a concorrência contribuiu para reduzir os preços nas farmácias.

“O que estava custando R$ 1,7 mil, R$ 2 mil, já está entre R$ 300 e R$ 400 na farmácia, aumentando o acesso”, explicou o ministro Padilha.

A estratégia do governo também envolve estimular a produção nacional. A patente da semaglutida expirou em 2026, e o Ministério da Saúde e a Anvisa buscaram empresas interessadas em produzir o medicamento no país.

Metodologia das pesquisas citadas
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela TV Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg entrevistou 5.018 eleitores em todo o país, entre os dias 11 e 16 de setembro. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-06221/2026.  

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