O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta “boa evolução clínica” após a cirurgia no ombro direito, segundo boletim médico divulgado neste domingo (3) pelo hospital DF Star, em Brasília. Ele passou por uma artroscopia, técnica considerada menos invasiva, na última sexta-feira (1º). A operação foi considerada um sucesso pela equipe médica.
De acordo com a equipe médica, Bolsonaro passou por um procedimento de reparo artroscópico do manguito rotador. A cirurgia transcorreu conforme o esperado, e o ex-presidente segue com “bom controle da dor” no pós-operatório.
O boletim informa ainda que ele permanece internado em apartamento hospitalar, onde “recebe analgesia, medidas de prevenção de trombose e acompanhamento para reabilitação motora e funcional”. Participam do atendimento profissionais de diferentes especialidades, incluindo ortopedia e cardiologia.
Em postagem nas redes sociais neste domingo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou que Jair Bolsonaro tem boa evolução e dor controlada, mas ainda não consegue se alimentar sozinho após a cirurgia.
“Ele está apenas um pouquinho chateado, pois ainda não consegue se alimentar sozinho. Como a cirurgia foi no ombro direito e ele é destro, isso o impossibilita neste momento. Estou o ajudando em suas limitações”, disse Michelle Bolsonaro.
Boletim médico: Bolsonaro pode ter alta nesta segunda (4)
A previsão é de que Bolsonaro receba alta hospitalar nesta segunda-feira (4), caso mantenha o quadro de evolução positiva. Após a saída, ele deverá seguir com o processo de recuperação fora do hospital, com foco na retomada gradual dos movimentos do ombro.
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 27 de março, após ficar internado por duas semanas com um quadro de broncopneumonia. A realização da nova cirurgia precisou foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A defesa do ex-presidente havia solicitado a liberação para a realização do procedimento no dia 21 de abril, com base em exames que apontaram dores recorrentes e necessidade de uso contínuo de analgésicos.
No despacho, Moraes autorizou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro a acompanhar o ex-presidente durante todo o período de internação. No entanto, as visitas estão suspensas, incluindo de advogados e outros familiares, salvo autorização judicial.