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Ciro Nogueira diz que ‘não há espaço para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos’

calendar_month 28/04/2026
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Ciro Nogueira diz que ‘não há espaço para terceira via enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos’

Crédito da imagem: (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O senador Ciro Nogueira (PP) afirmou que não vê espaço para o surgimento de uma alternativa política no Brasil enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permanecerem como protagonistas do cenário nacional.

“Não vejo espaço nenhum enquanto Lula e Bolsonaro forem vivos para terceira via”, declarou durante evento promovido pelo grupo Esfera, no Jardim Europa, em São Paulo.

 

Na mesma linha, o senador contextualizou o momento político ao citar lideranças históricas. “O Brasil teve quatro grandes líderes populares da nossa história: Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Lula e Bolsonaro. Mas, pela primeira vez, dois se enfrentaram”, afirmou.

Paula Corradi, presidente do PSOL, e a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos, também participaram do evento.

Na avaliação de Ciro, presidente do PP, a próxima eleição deve repetir o padrão observado em 2022, marcado pelo voto de rejeição. Segundo ele, parte expressiva do eleitorado apoiou Lula com o objetivo de derrotar Bolsonaro, dinâmica que pode se inverter no próximo pleito.

“O Brasil elegeu Lula para derrotar Bolsonaro e hoje pode eleger Flávio para derrotar Lula”, disse.

Apesar do diagnóstico de polarização, o senador defendeu que o futuro presidente precisará adotar uma postura de convergência política. “Acredito que o próximo presidente vai ter que ter visão de unificar o País”, afirmou.

Ciro também comentou possíveis nomes para a disputa e afirmou que o senador Flávio Bolsonaro “tem tudo” para conquistar o apoio do PP, desde que priorize a construção de unidade.

“A eleição está na mão do Flávio, mas ele pode jogar fora se focar só na extrema direita”, avaliou.

Ao mencionar o atual presidente, o senador reconheceu sua relevância histórica, classificando Lula como “o maior líder político do País dos últimos 50 anos”, mas defendeu a necessidade de um novo ciclo baseado na unificação nacional --que, para ele, não seria possível com o petista.

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