A prevenção de doenças e o manejo sanitário são fundamentais para garantir a produtividade e a qualidade na produção de tilápias. Para fortalecer esses cuidados nas propriedades e preservar a qualidade do alimento que chega aos consumidores, a C.Vale realizou o 1º Workshop de Aquicultura, com foco nos desafios sanitários da piscicultura, no manejo de doenças e nas medidas de biosseguridade. Promovido em parceria com a Phibro, o evento aconteceu no dia 24 de setembro, na Asfuca, em Palotina (PR), e reuniu associados, profissionais da equipe técnica e representantes de diferentes setores da cadeia produtiva.
A coordenadora de Aquicultura da C.Vale, Wandinalva Teixeira Costa, destacou que a capacitação faz parte do trabalho de orientação aos produtores e às equipes técnicas diante dos desafios sanitários enfrentados pela atividade no Brasil.
O encontro também contou com convidados de órgãos de defesa sanitária, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), além de representantes do segmento industrial da cooperativa e de fornecedores regionais.
A pesquisadora e especialista em sanidade de organismos aquáticos, Fabiana Pilarski, apresentou um panorama das principais doenças que afetam a piscicultura, abordando como os agentes infecciosos chegam aos cultivos, as formas de identificação e as medidas de controle e monitoramento.
Já a bióloga Bruna Castro, doutora em nutrição e reprodução de peixes, abordou a biosseguridade e o uso responsável de antimicrobianos. “São gotinhas de conhecimento. A gente precisa disso a cada dia para que o produtor entenda que não é uma exigência burocrática que vai ficar na gaveta. É algo que vai refletir na própria família dele”, ressaltou.
Para a associada Marlene Shilela, piscicultora em Ouro Verde do Oeste, que está no terceiro lote de produção, o workshop trouxe novos conhecimentos e reforçou cuidados que já fazem parte da rotina da propriedade.
Jackson Almeida Cazarim, gerente das psiculturas do associado Paulo Michelon, em Palotina (PR), ressaltou que a identificação precoce de problemas, em conjunto com a equipe técnica e os veterinários, permite uma comunicação mais precisa e favorece a tomada de decisões.