A proposta de elevação do percentual de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, a ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, deve gerar uma demanda adicional de cerca de 1 bilhão de litros de etanol anidro por ano no país comparado ao cenário atual, segundo estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).
Em nota, a entidade representativa do setor manifestou apoio à medida e destacou que ela “amplia a participação de biocombustíveis na matriz energética e está alinhada às políticas públicas conduzidas pelo Ministério de Minas e Energia (MME)”. Considerando o avanço desde o E27, o incremento total na demanda por etano anidro no país chega a aproximadamente 2,4 bilhões de litros em 12 meses, segundo a Unica.
“A ampliação da mistura é um caminho que o Brasil já conhece e sabe operar. O etanol permite avançar com segurança energética a partir de uma solução disponível, produzida no país e em larga escala, com ganhos relevantes também do ponto de vista ambiental, ao reduzir emissões no ciclo de vida dos combustíveis”, afirma, em nota, o presidente da Única, Evandro Gussi.
De acordo com a entidade, o país possui capacidade instalada para atender à nova demanda, com produção de etanol de cana e milho, além da entrada prevista de novas unidades. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicam a expectativa de início de operação de 16 plantas de etanol de milho nos próximos 12 meses.
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