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Empresário do Paraná que ostentava carros de luxo e fazendas nas redes é condenado a prisão por golpe de R$ 20 milhões

calendar_month 10/04/2026
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Empresário do Paraná que ostentava carros de luxo e fazendas nas redes é condenado a prisão por golpe de R$ 20 milhões

O empresário Celso Fruet, de 72 anos, foi condenado a mais de 16 anos de prisão por aplicar um golpe de cerca de R$ 20 milhões contra agricultores no oeste do Paraná. Dono de uma cerealista em Campo Bonito, ele foi responsabilizado por 124 crimes de estelionato e ao pagamento de uma multa de R$ 959 mil.

Fruet está preso desde novembro de 2025, quando foi localizado pela Polícia Civil em Francisco Beltrão, após ficar quatro meses foragido.

Segundo o Ministério Público, o empresário recebeu e armazenou a produção de soja, milho e trigo de mais de 100 produtores rurais, mas não repassou os valores após a venda dos grãos.

As investigações apontam que, mesmo após vender a cerealista para uma cooperativa da região, em junho do ano passado, Fruet continuou negociando com agricultores sem informar sobre a venda. Ele seguia recebendo a produção, mas não realizava os pagamentos.

A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, procurou a defesa do empresário e o advogado respondeu que acredita haver um equívoco na sentença e a pena é desproporcional. A defesa irá recorrer à decisão.

Como funcionava o golpe
A cerealista de Fruet recolhia grãos de agricultores locais havia cerca de 30 anos. Segundo a investigação, ele atraía produtores oferecendo valores acima do mercado.

“Se a saca custava R$ 100, ele pagava R$ 104 ou R$ 105”, explicou a delegada Raiza Bedim, responsável pela investigação.

No fim de julho de 2025, o empresário sumiu após esvaziar os silos da empresa. Quando agricultores chegaram ao local, encontraram o prédio sem grãos, sem computadores e sem funcionários. A equipe foi informada de que a cerealista havia sido vendida e que Fruet havia deixado a cidade.

A polícia afirma que ele tinha sido investigado anteriormente por estelionato em Capanema e Virmond, com o mesmo modo de atuação.

Produtores relatam prejuízo
Entre as vítimas está a família de Marilete Pagani, que tinha 320 sacas de soja armazenadas na cerealista, cerca de R$ 38 mil. O dinheiro seria usado para pagar o tratamento do pai, que tem Alzheimer e Parkinson.

“Ficamos em desespero. A gente confiava, contava com aquilo ali. De repente, você perde tudo o que tinha. É uma revolta bem grande”, disse.

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CAMPO BONITO PARANÁ

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