Rádio Guaçu de Toledo

Flávio Bolsonaro avança em segmentos onde antes Lula reinava absoluto

calendar_month 14/09/2026
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Flávio Bolsonaro avança em segmentos onde antes Lula reinava absoluto

Crédito da imagem: (Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro)

Um olhar mais atento aos segmentos do eleitorado entrevistados pela Quaest ajuda a entender como Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou numericamente, pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial. A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira (14), mostra Flávio com 42% das intenções de voto contra 40% de Lula.

Embora a diferença esteja dentro da margem de erro e represente, portanto, um empate técnico, os recortes da pesquisa explicam o avanço de Flávio na comparação com as últimas pesquisas. Veja a seguir onde o candidato do PL ganhou mais adesões e como isso influenciou no resultado do levantamento:

Flávio ganha votos entre as mulheres
A vantagem que Lula tem entre o eleitorado feminino derreteu nas últimas duas semanas. Embora ainda seja o preferido das mulheres, o candidato do PT perdeu quatro pontos no período, enquanto Flávio cresceu três pontos no segundo turno. A distância entre eles, que já foi de dez pontos (45% a 35%), caiu para três agora: 41% a 38%.

O resultado mostra que a estratégia de colocar a esposa do senador Fernanda Bolsonaro na campanha ajusou a reduzir a resistência que esse segmento inicialmente tinha.

Já entre os eleitores do sexo masculino, a candidatura de Flávio Bolsonaro também cresceu. Um mês atrás, ele era o preferido de 45% dos homens contra 41% do petista. A vantagem agora alcança 47% contra 38% de Lula. A diferença de nove pontos é um dos fatores que ajudam a colocar o senador à frente no resultado nacional.

Sudeste é principal trunfo de Flávio
O desempenho de Flávio no Sudeste é ainda mais expressivo. Na região, o senador chega a 47% no segundo turno, enquanto Lula soma 31%. A diferença de 16 pontos é a maior vantagem registrada pelo candidato do PL nos principais recortes apresentados pela pesquisa.

O resultado tem peso especial para a disputa nacional porque o Sudeste concentra a maior parcela do eleitorado brasileiro: quase 42%. Uma vantagem ampla na região pode compensar eventuais dificuldades do candidato do PL em outras partes do país.

Já no Norte do Brasil, Flávio ganhou 11 pontos percentuais no último mês, passando de 35% a 46%. Já Lula despencou de 54% para 36% no mesmo período.


Lula desacelera entre católicos
A religião é outro fator que ajuda a explicar o avanço de Flávio no segundo turno. Entre os católicos, Lula permanece à frente, com 46%, contra 38% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Apesar de ainda manter uma base relevante neste segmento religioso, o petista perdeu quatro pontos percentuais desde 14 de agosto, enquanto o candidato do PL ganhou dois.

Entre os declaradamente evangélicos, Flávio mantém vantagem considerável, embora tenha oscilado quatro pontos para baixo em relação a última pesquisa: 51%, contra 28% de Lula.

Eleitor independente pende a Flávio
Outro movimento que chama a atenção é o posicionamento pró-Flávio Bolsonaro de eleitores que se declaram independentes, nem bolsonaristas e nem lulistas. O senador do PL voltou a ganhar tração nesse segmento na atual pesquisa, alcançando uma vantagem numérica de dez pontos em relação a Lula: 36% a 26%.

Outros 29% dizem que votarão em branco, nulo ou simplemente não comparecerão.

Eleitores de baixa renda
Um mês atrás, Lula era o preferido de 58% dos eleitores com renda de até dois salários mínimos, público tradicionalmente impactado por programas sociais, como o Bolsa Família. Agora, 51% declaram voto no atual presidente num eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que subiu de 27% a 32% no espaço de 30 dias.

O candidato do PL mantém uma boa vantagem sobre o rival nas demais faixas de renda: 46% a 36% entre os eleitores que ganham de dois a cinco salários mínimos e 47% a 34% entre os mais ricos (acima de cinco salários).

Metodologia da pesquisa
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

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