Líder nas pesquisas de intenção de voto para o Senado no Paraná, Alvaro Dias (MDB) foi sondado para desistir de sua pré-candidatura ao Congresso Nacional. O “convite” surgiu do senador Flávio Bolsonaro (PL), que ofereceu ao paranaense a coordenação da campanha presidencial na região Sul. A possibilidade de chefiar um ministério em um futuro governo Bolsonaro também foi oferecida a Alvaro Dias.
A oferta da campanha presidencial do Partido Liberal tem como objetivo fortalecer a candidatura de Filipe Barros (PL), quarto colocado nas pesquisas de intenção de voto ao Senado. Uma desistência de Dias daria fôlego à chapa do PL no estado, composta por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), ambos atrás de Alvaro Dias nas pesquisas. O Paraná poderá eleger dois senadores nas eleições de outubro.
Alvaro Dias, inclusive, esteve em um jantar em Brasília, nesta semana, com o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, e teria recebido nova investida para desistir do Senado. A informação é da colunista Bela Megale, do jornal O Globo.
O pré-candidato do MDB, entretanto, teria afirmado a interlocutores que não tem interesse em chefiar a campanha de Flávio Bolsonaro no Sul e, caso retorne à política — da qual está afastado desde o fim de seu mandato no Senado em 2022 —, somente um retorno ao Legislativo o faria sair da aposentadoria.
Alvaro Dias retornou ao MDB para concorrer ao Senado
O ex-senador Alvaro Dias deixou o Podemos no início deste ano e retornou ao MDB, partido pelo qual foi eleito governador do Paraná em 1986. Em 2018, Dias concorreu à Presidência e obteve 0,8% dos votos válidos. Agora, ele faz parte da chapa do MDB para as eleições 2026, ao lado do pré-candidato ao governo do Paraná, o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca.
Dias cumpriu quatro mandatos como senador, sendo eleito pela primeira vez em 1983, e concluído seu último mandato em 2022.