O Ministério da Fazenda alertou, na sexta-feira (15), que um site falso com o nome do Novo Desenrola Brasil está sendo usado para aplicar golpes em consumidores interessados em ingressar no programa de renegociação de dívidas do governo federal.
De acordo com a Fazenda, o site fraudulento imita canais oficiais do governo para roubar dados sigilosos dos usuários com a promessa de “limpar o nome” de quem possui dívidas em até cinco dias.
Site falso do Novo Desenrola pede PIX a usuários
Por meio de um chat online, o site falso do Novo Desenrola solicita consultas de Cadastro de Pessoa Física (CPF) com o intuito de coletar informações pessoais e financeiras das vítimas.
Após o primeiro contato, os golpistas condicionam a renegociação das dívidas de cartão de crédito, rotativo e crédito pessoal ao pagamento antecipado de supostas “taxas administrativas” via Pix.
Em comunicado, o Ministério da Fazenda reforçou que o Novo Desenrola Brasil não cobra qualquer valor para a adesão ao programa e orientou os participantes a procurarem diretamente os bancos e as instituições financeiras em que as dívidas foram contraídas para a renegociação dos débitos.
Novo Desenrola foi lançado no início de maio
O público-alvo do Desenrola, anunciado por Lula no início de maio, serão trabalhadores com vencimentos até cinco salários mínimos (R$ 8.105,00), estudantes devedores que aderiram ao Fies, empresas e agricultores familiares.
Fazem parte das dívidas agraciadas pelo programa passivos contraídos até 31 de janeiro de 2026 e que estejam atrasados entre três meses e dois anos.
A taxa de juros máxima será de 1,99% ao mês com prazo de até 48 meses para a quitação dos débitos.
Após os descontos dos juros, cada CPF poderá possuir dívidas de até R$ 15 mil por instituição financeira.
Nesta semana, inclusive, o Ministério da Fazenda, lançou uma ferramenta online que permite calcular modalidades de pagamento para aqueles que desejam aderir ao programa.
Entre um dos principais pontos do Novo Desenrola está a utilização de até R$ 1 mil ou 20% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para o abatimento das dívidas de cartão de crédito. No caso de trabalhadores que não contribuam para o fundo, o parcelamento poderá ser feito de outra maneira.
De acordo com o Ministério da Fazenda, os descontos em débitos dos brasileiros poderão chegar, em média, a 65%. O objetivo do governo é aliviar o endividamento recorde familiar no país, que chegou a quase metade da população (49,9%) em fevereiro.