Rádio Guaçu de Toledo

Governo considera Plano Safra de R$ 550 bilhões, diz ministro da Agricultura

calendar_month 02/06/2026
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Governo considera Plano Safra de R$ 550 bilhões, diz ministro da Agricultura

O ministro da Agricultura, André de Paula, disse, nesta terça-feira (2/6), que o governo estuda colocar um volume de crédito rural em torno de R$ 550 bilhões para o Plano Safra 2026/27, com taxas de juros inferiores a 10%. Ele fez a afirmação ao participar de um evento na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Em entrevista coletiva, o ministro disse que esse valor é “razoável”, e prometeu que o governo vai trabalhar para que as taxas de juros no crédito rural caibam no bolso dos produtores.

Em 2025, o governo anunciou um Plano Safra de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e mais R$ 89 bilhões para a agricultura familiar.

“Por mais que possamos entender que não podemos deixar de anunciar números robustos, se não tivermos juros compatíveis com a realidade do produtor, a eficácia da medida fica comprometida”, disse ele.

O ministro ressaltou que a discussão sobre as condições do próximo Plano Safra é feita de forma transversal dentro do governo. Não detalhou, no entanto, como estão as tratativas para garantir o orçamento necessário para a equalização das taxas de juros no crédito rural nas linhas controladas.

E que a expectativa, como uma “pré-agenda”, é anunciar o crédito rural para a próxima safra no dia 1º de julho.

“Temos legitimidade e condição de brigar pelo que interessa ao setor, mas, ao fim e ao cabo, diante dos desafios, o governo deve ter uma posição só. Eu vou lutar para que o governo tenha a melhor posição possível para o setor e a decisão final caberá ao presidente Lula”, afirmou.

Tarifaço dos EUA
André de Paula comentou a proposta da Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR), de aplicar uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Disse entender que é legítimo o governo americano adotar esse tipo de medida, mas que, da mesma forma, é legítimo encontrar “pontos de convergência” para mitigar seus efeitos.

“Vamos trabalhar em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores. Não é a primeira vez que recebemos notícias que não nos agradam, mas o caminho é o diálogo”, afirmou.

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