No cenário de juros altos e retração das vendas dos grandes equipamentos, a fabricante demáquinas agrícolasJohn Deereaposta cada vez mais nos financiamentos em dólar. Sérgio Moreira, diretor do bancoJohn Deere, disse nesta segunda-feira (27/4), naAgrishow, em Ribeirão Preto (SP), que 50% dos negócios já são fechados com as taxas de 6,5% por ano em dólar.
Segundo ele, o banco de fábrica tem mais criatividade e não segue as restrições de crédito das instituições financeiras de varejo, porque as concessionárias desenvolvem uma relação de confiança com o produtor.
Outra aposta daJohn Deere, que apresenta cerca de 20 lançamentos na feira, está na estratégia de pós-venda, que inclui pacotes de atualizações tecnológicas de equipamentos que o produtor já possui.
“Pacotes de atualização já são uma realidade consolidada. O produtor deixou de depender apenas da troca da máquina. Oferecemos, por exemplo, uma solução de aplicação seletiva para máquinas já em operação, que gera uma economia de 56% em aplicação pré-emergente”, diz Rodrigo Iglesias, diretor de pós-venda e suporte para a América Latina.
Ele afirma que as soluções implantadas no final de 2024 já apresentaram uma curva de crescimento de vendas em 2025 e neste ano devem avançar mais. “Nosso planejamento de longo prazo é que a adoção desses pacotes cresça dez vezes em um prazo de cinco anos.”

No campo de soluções alternativas de combustível, aJohn Deereestá testando em canaviais o protótipo de um motor a etanol, que ainda não tem estimativa de lançamento comercial.
Lançamentos
Entre os destaques naAgrishow, aJohn Deereapresenta as famílias de colhedoras de cana-de-açúcar CH7 e CH9, desenvolvidas para atender às crescentes demandas do setor sucroenergético por maior eficiência, redução de custos e qualidade na colheita. Segundo a fábrica, os equipamentos garantem uma redução de até 20% nas impurezas.
Mais Sobre Agrishow

Yanmar projeta alta de até 20% nas vendas na Agrishow 2026
