A viagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Nova York para a Assembleia Geral da ONU envolve uma delegação de, no mínimo, 73 pessoas. Os nomes foram autorizados em atos publicados no Diário Oficial da União (DOU) na sexta-feira (18). O presidente embarcou para os Estados Unidos neste domingo (20).
A relação inclui integrantes de diferentes setores do governo federal. Estão entre os autorizados ministros, assessores e servidores, além da primeira-dama Janja Lula da Silva.
O número divulgado no DOU, contudo, não permite dimensionar toda a delegação que estará em Nova York. Isso porque dois dos atos publicados autorizam funcionários do Gabinete Pessoal e da Assessoria Especial da Presidência, sem especificar quantas pessoas fazem parte desses grupos. A lista ainda pode receber novos nomes.
Agenda do governo vai além da Assembleia da ONU
A presença brasileira na cidade não se limita aos compromissos de Lula na ONU. Parte dos integrantes que viajarão para Nova York participará da Semana do Clima, que ocorre simultaneamente à programação da Assembleia Geral.
O evento concentra encontros e debates sobre mudanças climáticas e reúne diferentes autoridades e representantes de organizações durante a semana em que ocorre a agenda anual das Nações Unidas.
O núcleo da comitiva presidencial terá quatro ministros. O Ministério das Relações Exteriores confirmou Mauro Vieira (Relações Exteriores), Esther Dweck (Gestão), Luiz Eloy Terena (Povos Indígenas) e Rachel Barros (Igualdade Racial).
A lista deste ano não inclui os presidentes da Câmara e do Senado. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) não acompanham o presidente na viagem. Também não há governadores entre os integrantes da delegação.
Presidente retorna ao Brasil na terça
Lula terá uma passagem curta por Nova York. O discurso de abertura da Assembleia Geral está previsto para terça-feira (22), mesmo dia em que o presidente deve deixar os Estados Unidos com destino ao Brasil.
A duração reduzida da viagem contrasta com a agenda de 2025. Naquele ano, Lula esteve acompanhado de seis ministros e dois governadores, em meio ao período de tensão entre os governos brasileiro e norte-americano.