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Mulher é presa no Paraná por atrair jovens estrangeiras para exploração sexual em boates com falsas promessas de trabalho

calendar_month 01/06/2026
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Mulher é presa no Paraná por atrair jovens estrangeiras para exploração sexual em boates com falsas promessas de trabalho

Uma mulher foi presa suspeita de atrair jovens paraguaias e argentinas para exploração sexual com falsas promessas de trabalho. Em três boates da investigada, oito mulheres paraguaias e três crianças, incluindo um bebê, foram resgatadas.

Segundo a PF, a mulher presa é apontada como uma das principais responsáveis por três estabelecimentos utilizados para a exploração sexual das vítimas. A identidade da suspeita não foi divulgada.

A prisão aconteceu no sábado (30). Nesta segunda-feira (1º), ela continua detida na Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu.

As boates ficavam em Santa Helena e Entre Rios do Oeste, no Oeste do Paraná.

De acordo com a investigação, o esquema atraía mulheres estrangeiras em situação de vulnerabilidade com falsas promessas de trabalho e melhores condições de vida no Brasil.

Ao chegarem ao país, elas eram submetidas a dívidas fraudulentas, intimidações, restrições de liberdade e retenção de documentos. Para pagar as dívidas, precisavam se prostituir.

A PF também apura denúncias de que os responsáveis pelos estabelecimentos ficavam com parte ou até mesmo com a totalidade do dinheiro obtido pelas vítimas nos programas sexuais. Os investigadores identificaram ainda casos de retenção de documentos pessoais, inclusive de uma criança.

A ação que resultou na prisão fez parte da segunda fase da Operação Falsa Promessa, da Polícia Federal. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva e ordens judiciais para o fechamento cautelar das três boates.

A operação aconteceu após a PF identificar que as mulheres estavam sendo transferidas entre diferentes estabelecimentos investigados. Segundo a corporação, a prática tinha como objetivo dificultar a localização das vítimas e eventual resgate pelas autoridades.

Após o resgate, quatro mulheres decidiram permanecer no Brasil e ingressar em programas de acolhimento. As demais optaram por retornar ao Paraguai, com apoio do consulado paraguaio.

Segundo a polícia, as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema e apurar a extensão da rede criminosa.

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