Rádio Guaçu de Toledo

Mulher suspeita de matar marido por causa de wi-fi no PR cometeu crime hediondo e tentou adulterar cena, conclui MP

calendar_month 03/04/2026
schedule Leitura de 3 min
link Fonte: G1
Mulher suspeita de matar marido por causa de wi-fi no PR cometeu crime hediondo e tentou adulterar cena, conclui MP

Jaqueline Francisca dos Santos Schumann, de 32 anos, foi denunciada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por homicídio triplamente qualificado e fraude processual. Ela é suspeita de matar o marido, Valdir Schumann, de 44 anos, em Cafelândia, no oeste do estado.

Inicialmente, a investigação da polícia mostrava que ela assassinou o homem após ele se negar a consertar o roteador de wi-fi da casa da família. Entretanto, nesta quarta-feira (1º), o MP afirmou que a motivação foi uma discussão que começou porque a mulher queria desligar a internet e a TV, mas o marido discordou. A atualização foi pontuada no relatório final da Polícia Civil (PC-PR).

Jaqueline está presa preventivamente.

As qualificadoras, que tornam o crime hediondo, são uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, motivo fútil e em condições que geraram perigo comum (por ter acontecido na presença do filho do casal).

Ao movimentar a arma "para cima de uma cama com a intenção de simular suicídio ou disparo acidental", de acordo com o MP, Jaqueline cometeu fraude processual.

Segundo o laudo da Polícia Científica, a posição do tiro é incompatível com um disparo feito pela própria vítima. O homem era destro e foi atingido no braço esquerdo.

A Promotoria de Justiça solicitou que a mulher vá a júri popular e também pague R$ 100 mil à família da vítima.

Agora, a denúncia é encaminhada à Justiça, que pode aceitar ou não. Se aceitar, Jaqueline será considerada ré.

Em nota, a defesa dela afirmou que há "robustos elementos probatórios" que contradizem a versão apresentada pela investigação, que a prisão é precipitada e que os fatos serão esclarecidos ao longo do processo.

"A denúncia, ao menos no estado atual em que foi apresentada, revela-se manifestamente precipitada, na medida em que desconsidera fatos relevantes apontados na investigação", diz a nota.

Os advogados também sustentam que a acusada colaborou com as investigações, não tem antecedentes e possui residência fixa.

Filho presenciou assassinato
O filho do casal, de 13 anos, presenciou o crime e contou a pelo menos quatro familiares que ela foi a autora do disparo.

O jovem foi ouvido pelo Conselho Tutelar, que realizou um relatório de atendimento e confirmou a revelação espontânea - quando o órgão descobre uma infração penal através de uma criança ou adolescente em situação de risco.

O relato do adolescente reforça a conclusão de que o homem foi morto com um tiro de espingarda dentro de casa.

Atualmente, ele está com familiares e é atendido pelo Conselho Tutelar de Cafelândia.

Inicialmente, crime foi tratado como acidente
Inicialmente, Jaqueline afirmou que Valdir havia se ferido acidentalmente ao manusear a arma. A versão, no entanto, foi descartada após a polícia identificar contradições.

Segundo o laudo da Polícia Científica, não havia sinais de disparo à curta distância. Além disso, a vítima era destra e foi atingida no braço esquerdo, o que, para os investigadores, torna improvável que o tiro tenha sido acidental.

Algumas testemunhas relataram à polícia que o casal tinha brigas frequentes e que a mulher era considerada agressiva no ambiente doméstico.

Durante as investigações, familiares de Valdir procuraram a delegacia para denunciar a morte e contestar a primeira versão apresentada por Jaqueline.

Compartilhar:
CAFELÂNDIA PARANÁ WI-FI

Recomendadas

Ver todas