O final do uso de óleo diesel em caminhões, ônibus e máquinas agrícolas, cujo custo tem preocupado e onerado motoristas, caminhoneiros, transportadores, produtores rurais, consumidores e usuários do transporte rodoviário, já tem prazo previsto por especialistas do País e exterior. Prova disso é que em São Paulo centenas de caminhões, inclusive pertencentes à Cooperativa Copersucar, a maior do País, já utilizam o novo combustível feito da cana, que reduz custos das frotas em até 25% e pode substituir maior número de veículos movidos pelo óleo diesel e acelerar o crescimento e modernização do transporte pesado brasileiro. Conforme especialistas, a expansão do biometano no transporte pesado acelera mudanças na logística do açúcar e etanol, reduz dependência do diesel importado e abre nova disputa entre fabricantes de caminhões no Brasil. Enquanto isso, usinas ampliam investimentos no combustível renovável, produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar. Desde abril de 2024, quando o Projeto BioRota começou oficialmente, a operação ganhou escala com a entrada de transportadoras parceiras e responsáveis pela maior parte dos veículos em circulação dentro da iniciativa.
Ao mesmo tempo em que amplia a participação do gás renovável na logística, a companhia trabalha com a meta de substituir gradualmente toda a frota rodoviária utilizada na movimentação de açúcar e etanol, além das demais cargas transportadas no País. No mundo, novo catalisador desenvolvido por cientistas dos Estados Unidos, aumenta desempenho da eletrólise da água sem utilizar platina, reduzindo custos operacionais e ampliando o potencial do hidrogênio verde como alternativa estratégica para indústrias, transportes pesados e geração de energia limpa. Em São Paulo, cerca de 40% do açúcar exportado pela Copersucar é transportado por caminhões até o Porto de Santos, enquanto os 60% restantes seguem por ferrovias em trajetos de longa distância, que ligam usinas aos principais corredores logísticos do País, o que ressalta a importância dos combustíveis alternativos. Dentro dessa operação rodoviária, os veículos abastecidos com biometano já representam aproximadamente 14% de frota estimada em 500 caminhões utilizados nas atividades de movimentação de açúcar e etanol.
Conforme dirigentes da Copersucar, o objetivo é que 100% do transporte rodoviário seja feito com caminhões movidos a biometano, pois reduz custo operacional no transporte pesado. Além do ganho ambiental associado à redução de emissões, a Copersucar afirma que o uso do biometano já proporciona redução de custo operacional entre 20% e 25% na comparação direta com os caminhões movidos a diesel. Segundo dirigentes da cooperativa, o cálculo considera tanto a alta recente do combustível fóssil quanto a maior previsibilidade de abastecimento como o gás renovável, produzido dentro do sistema sucroenergético. Assim, a Copersucar reduz custos logísticos e acelera disputa no transporte pesado. Essa diferença ajuda a compensar o valor mais alto da aquisição dos caminhões movidos a gás. Entre abril de 2024 e março de 2026, a operação realizou mais de 13 mil viagens, percorreu 11 milhões de quilômetros e transportou cerca de 600 mil toneladas de açúcar até o Porto de Santos. No mesmo período, substituiu aproximadamente cinco milhões de litros de óleo diesel, evitando a emissão de mais de oito mil toneladas de CO₂.
*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado
E-mail: dilceu.joao@uol.com.br
O consumo de óleo diesel está com os dias contados no Brasil - Dilceu Sperafico
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19/06/2026
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Fonte: Dilceu Sperafico
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