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Paraná tem 2º maior valor de produção pecuária do país: R$ 18,5 bilhões em 2025

calendar_month 30/09/2026
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Paraná tem 2º maior valor de produção pecuária do país: R$ 18,5 bilhões em 2025

Crédito da imagem: Arquivo/Agência Brasil

O Paraná é o maior produtor brasileiro de galináceos, de peixes e de casulos do bicho-da-seda e tem o maior valor da produção de mel do País. Também tem o segundo melhor desempenho nacional no rebanho de suínos, na produção de leite e no efetivo de galinhas. Com R$ 18,5 bilhões gerados por produtos de origem animal e pela aquicultura em 2025, o Estado ocupa o segundo lugar no valor da produção pecuária nacional e responde por 13% do total. Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2025, divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os seis produtos de origem animal pesquisados renderam R$ 16,3 bilhões ao Estado, alta de 6,5% sobre 2024 e 12,8% do total nacional. A aquicultura, que inclui o cultivo de peixes, crustáceos, moluscos, algas, anfíbios e répteis, somou outros R$ 2,1 bilhões (alta de 4,4%), o equivalente a 16,2% do valor do setor no País.

LEITE - Principal produto da pecuária paranaense, o leite gerou R$ 12,7 bilhões em 2025, alta de 4,4%. O valor equivale a 77,5% dos produtos de origem animal do Estado e a 14,2% do valor nacional do leite.

O Paraná é o segundo maior produtor do País, com 4,8 bilhões de litros de leite, atrás de Minas Gerais, e tem a segunda maior produtividade, de 4.297 litros por vaca ao ano. O rendimento por vaca é 72% superior à média nacional (2.499) e perde apenas para Santa Catarina (4.398). O número de vacas ordenhadas recuou 1%, para 1,1 milhão, mas a produção cresceu 3,9%. O preço médio pago ao produtor foi de cerca de R$ 2,64 por litro, acima dos R$ 2,44 da média do País.

A cidade de Castro, nos Campos Gerais, lidera o ranking nacional de municípios, com 532,8 milhões de litros de leite. Na mesma região do Paraná, Carambeí é o segunda colocada (306,8 milhões) e Arapoti aparece em oitavo (137,2 milhões) no topo da produção nacional. Castro também tem o segundo maior rebanho de vacas ordenhadas do Brasil (51,5 mil) e produtividade superior a 10 mil litros por vaca ao ano, cerca de quatro vezes a média brasileira. O município gerou R$ 1,5 bilhão em produtos de origem animal, o segundo maior valor entre os municípios do País, atrás de Santa Maria de Jetibá (ES).

GALINÁCEOS E OVOS - Líder nacional desde 2006, o Paraná tem 463,5 milhões de galináceos, alta de 1,8% e 28,8% do total do País. A cidade de Toledo, no Oeste, tem o quinto maior efetivo do Brasil (12,7 milhões de cabeças). Cianorte (7º), Dois Vizinhos (8º), Cascavel (10º), Assis Chateaubriand (12º) e Santa Helena (13º) também estão entre os 15 maiores.

No efetivo de galinhas voltadas à produção de ovos, o Estado é o segundo do País, com 29,2 milhões de cabeças (alta de 4,4%), e lidera a produção de ovos de incubação, destinados à produção de pintinhos. Na produção de ovos para consumo, é o terceiro, com 535,7 milhões de dúzias (alta de 3,5%). O valor da produção cresceu 15% e chegou a R$ 3,4 bilhões, o equivalente a 20,8% do valor de origem animal paranaense.

Entre os municípios, Arapongas é o maior produtor de ovos do Estado em quantidade (36,2 milhões de dúzias). Em valor, lidera Santa Helena (R$ 243,9 milhões), seguida de Pato Branco (R$ 222,7 milhões) e Arapongas (R$ 205,6 milhões).

SUÍNOS - Com 7 milhões de cabeças, o Paraná tem o segundo maior rebanho de suínos do Brasil, 16% do total nacional, atrás apenas de Santa Catarina. O Estado também tem o segundo maior efetivo de matrizes (fêmeas reprodutoras) do País, com 614,6 mil animais, alta de 1,7%.

Toledo manteve a liderança municipal, com 935 mil suínos (2,1% do rebanho nacional), e é também o segundo município brasileiro em número de matrizes (65,3 mil). Marechal Cândido Rondon (449 mil cabeças) e Santa Helena (414,9 mil) ocupam a quarta e a sexta posições nacionais.

MEL - O Paraná foi o segundo maior produtor de mel do País em 2025, com 10,7 mil toneladas, alta de 7,1%. O Rio Grande do Sul assumiu a liderança em quantidade, com 10,9 mil toneladas. Em valor da produção, porém, o Paraná seguiu na frente, com R$ 217,7 milhões (alta de 17,1%), o equivalente a 17,9% do valor nacional. O Rio Grande do Sul somou R$ 156,6 milhões.

O valor da produção é calculado pela quantidade produzida multiplicada pelo preço médio pago ao produtor. No caso do mel paranaense, o preço médio foi de R$ 20,34 o quilo, 19% acima da média nacional (R$ 17) e 42% acima do gaúcho (R$ 14,32). Arapoti (2º) e Ortigueira (5º) estão entre os cinco maiores municípios produtores do País em quantidade. Em valor, aparecem na segunda e na quarta posições, respectivamente, e Bituruna e Prudentópolis também estão entre os dez primeiros.

A diferenciação do produto é um dos caminhos para agregar valor. O Paraná tem três méis com Indicação Geográfica (IG), selo concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) a produtos ligados a uma região de origem. O mel de Ortigueira foi certificado em 2015, e o mel do Oeste do Paraná, que abrange 48 municípios, em 2017. O terceiro é o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, IG concedida em 2021 a Santa Catarina, que inclui 12 municípios paranaenses.

O Governo do Estado contribui no fortalecimento da cadeia apícola. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar) oferecem assistência técnica e apoio sanitário aos apicultores. Programas como o Coopera Paraná e o Banco do Agricultor Paranaense financiam a estrutura e investimentos da atividade. As exportações de mel do Estado cresceram 113% no primeiro semestre de 2024, e o produto chegou a 23 países.

BICHO-DA-SEDA - O Paraná é praticamente o único polo da sericicultura (criação do bicho-da-seda) nacional. Em 2025, o Estado produziu 1.170 toneladas de casulos, 86% do total do País, e gerou R$ 39,3 milhões. A produção recuou 17,2% em relação a 2024.

Diamante do Sul, no Centro-Sul do estado, é o maior produtor municipal do Brasil, com 112,5 toneladas. Nova Esperança e Cândido de Abreu ocupam a terceira e a quarta posições nacionais. Municípios paranaenses ocupam 18 das 20 primeiras posições do ranking nacional.

AQUICULTURA E TILÁPIA - Na aquicultura, o Paraná gerou R$ 2,1 bilhões em 2025, o segundo maior valor do País, atrás apenas do Ceará, cuja produção é concentrada em camarão. O Estado é o maior produtor de peixes do Brasil, com 214,2 mil toneladas, alta de 6,2% e 27,4% do total nacional.

A tilápia compõe 97,7% dos peixes produzidos no Estado e respondeu por 89,9% do valor da aquicultura paranaense (R$ 1,9 bilhão). Com 209,3 mil toneladas, o Paraná responde por 39,2% da tilápia produzida no País. Nova Aurora é a segunda maior produtora nacional de tilápia (26 mil toneladas), seguida de Palotina (3ª, com 18 mil toneladas) e Toledo (5ª, com 15,3 mil toneladas).

O Paraná também é o maior produtor nacional de alevinos (filhotes de peixe que já se alimentam sozinhos), com 536,2 milhões de unidades. Os alevinos representam 6,8% do valor da aquicultura estadual. O Estado lidera ainda a produção de traíra e trairão e, no pacu e patinga, é o terceiro em quantidade e o segundo em valor da produção (R$ 17,2 milhões).

PESQUISA - A Pesquisa da Pecuária Municipal é a principal fonte de estatísticas sobre a pecuária no País. O levantamento é feito em todos os municípios e investiga os efetivos dos rebanhos em 31 de dezembro, a produção de origem animal (leite, ovos de galinha e de codorna, mel, casulos do bicho-da-seda e lã) e a aquicultura, com os respectivos valores. Os dados são coletados pela Rede de Coleta do IBGE junto a entidades públicas e privadas, produtores e técnicos do setor.

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