O Partido Liberal (PL) apresentou uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontando possível prática de conduta vedada e propaganda eleitoral antecipada. A iniciativa contesta uma entrevista concedida pelo chefe do Executivo no Palácio do Planalto em 14 de abril de 2026 a veículos considerados próximos ao governo, como Brasil 247, Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo.
De acordo com a petição, protocolada em 21 de abril, a legenda sustenta que o encontro, que teria caráter institucional, acabou assumindo tom de campanha. Na avaliação do partido, o presidente utilizou a estrutura do Executivo e símbolos oficiais para reforçar uma possível candidatura à reeleição e atacar adversários políticos.
Uso do Planalto, falas sobre “quarto mandato” e ataques à oposição embasam ação do PL no TSE
Entre os questionamentos levantados estão o uso de espaço público, já que a entrevista ocorreu dentro do Planalto e foi divulgada em canais oficiais como a Agência Brasil e o portal Gov.br, além do teor das declarações. O partido menciona trechos em que Lula faz referência a um “futuro quarto mandato” e afirma ter o “compromisso moral e cristão” de impedir a volta de um “fascista” ao poder.
A representação também destaca críticas à oposição, incluindo menções diretas a nomes como o senador Flávio Bolsonaro, e aponta desequilíbrio na disputa, sob o argumento de que adversários não dispõem da mesma estrutura institucional para se manifestar.
Como medidas, o PL solicita ao TSE a concessão de liminar para retirada dos vídeos da entrevista das redes oficiais do governo e dos perfis pessoais do presidente. O partido também pede que Lula seja impedido de realizar atos com conteúdo eleitoral utilizando a estrutura do Planalto, além da aplicação de multa por eventual descumprimento da legislação eleitoral.
Portal Guaíra com informações da Ric Mais