O assassinato do apicultor Carlos Alexandre Lopes, ocorrido em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná, ganhou uma reviravolta após o avanço das investigações da Polícia Civil. Dois homens que haviam sido registrados como desaparecidos pelas próprias famílias passaram a ser apontados como suspeitos pelo crime e agora são considerados foragidos da Justiça.
Carlos Alexandre foi morto na manhã do dia 6 de fevereiro de 2026, por volta das 7h30, em frente à própria residência, na Rua Pedro Nunes de Lara, no bairro Ceres. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que um homem se aproximou da vítima e conversou brevemente com ela. Em seguida, sacou um revólver e efetuou ao menos três disparos à queima-roupa no rosto do apicultor.
Após o crime, o autor pegou o celular da vítima e fugiu a pé, atravessando a rodovia PR-092. Do outro lado da via, uma caminhonete VW Saveiro vermelha aguardava para dar apoio à fuga. As imagens também mostraram que o veículo já havia passado pelo local pelo menos duas vezes naquela manhã, indicando que o crime foi premeditado.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou que a caminhonete era gerenciada por Leandro Jonas. No dia 27 de fevereiro, policiais civis e militares tentaram abordá-lo enquanto ele dirigia o veículo na PR-239, devido a mandados de prisão anteriores em aberto. Leandro, no entanto, desobedeceu à ordem de parada e fugiu em alta velocidade pela contramão da rodovia, conseguindo escapar.
Dias depois, o caso ganhou um novo capítulo. Em 1º de março, a mesma Saveiro vermelha foi encontrada completamente carbonizada em uma área de mata pertencente à empresa Klabin. No dia seguinte, familiares de Leandro Jonas e de Jhonatan Santana da Luz procuraram a delegacia para registrar boletins de ocorrência de desaparecimento, afirmando que não tinham mais notícias dos dois desde o dia 28 de fevereiro.
A conexão entre os casos surgiu durante a investigação conduzida pela Polícia Civil. Segundo os investigadores, Jhonatan Santana da Luz foi identificado como o homem que aparece nas imagens efetuando os disparos contra o apicultor. Já Leandro Jonas teria sido o responsável por dar apoio logístico ao crime, conduzindo a caminhonete usada na fuga e buscando o comparsa em Ponta Grossa para a execução do plano.
Diante das evidências, a polícia passou a descartar a hipótese de desaparecimento. A linha investigativa aponta que os dois teriam forjado a própria ausência para despistar as autoridades após o crime. A queima da caminhonete também foi interpretada como uma tentativa de destruir a principal prova material que os ligava ao homicídio.
O inquérito policial foi concluído com o indiciamento de Jhonatan e Leandro pelos crimes de homicídio qualificado, furto e fraude processual. O Ministério Público apresentou denúncia formal, que foi recebida pelo Poder Judiciário no dia 5 de abril de 2026.
Com a decisão, ambos passaram à condição de réus e têm mandados de prisão preventiva decretados. Atualmente, são considerados foragidos e estão sendo procurados pelas forças de segurança.
A Polícia Civil orienta que qualquer informação sobre o paradeiro dos suspeitos seja repassada às autoridades por meio dos canais oficiais de denúncia.
Polícia desmonta farsa de homens que mataram apicultor e enganaram a própria família no PR
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09/04/2026
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Fonte: AEN
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