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Policial morto no Paraná após bater em portão pediu para amigo abaixar a arma antes de ser baleado: 'Para com isso, nós somos amigos'

calendar_month 02/07/2026
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Policial morto no Paraná após bater em portão pediu para amigo abaixar a arma antes de ser baleado: 'Para com isso, nós somos amigos'

O agente de Polícia Judiciária João Ezequiel Baptista Pereira, de 52 anos, pediu que o amigo abaixasse a arma e lembrasse da amizade entre os dois momentos antes de ser morto a tiros, em Cascavel.

Segundo a polícia, João morreu após o proprietário da casa se irritar com a forma como ele bateu no portão da casa.

A conversa foi registrada por uma câmera de segurança e integra o inquérito da Polícia Civil que investiga o caso.

As imagens mostram João Ezequiel chegando à casa do advogado Jean Oliver Jose Garcia, de 45 anos, na noite de domingo (28), para buscar a esposa, que participava de uma confraternização no local. Segundo a investigação, o policial bateu no portão porque o interfone estava quebrado, o que deu início à discussão.

No vídeo, Jean aparece saindo da residência com uma arma em mãos. O policial também estava armado, mas, durante a discussão, tenta acalmar o amigo.

"Irmão, para com isso, nós somos amigos [...] Irmão, eu não quero dar um tiro na sua cara nunca", diz João Ezequiel.

Pouco depois, os dois saem do alcance da câmera. Em seguida, são ouvidos três disparos. O policial foi atingido e morreu no local, na frente da esposa e da enteada, segundo a polícia.

Jean Oliver José Garcia foi preso em flagrante e indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. Procurada pelo g1, a defesa informou que não irá se manifestar.

Atirador se irritou com batidas no portão
Segundo a Polícia Civil, o desentendimento começou porque Jean teria se irritado com a forma como João Ezequiel bateu no portão da residência.

"O proprietário do imóvel alegou que a discussão começou porque o interfone estava quebrado e havia um aviso para bater no portão. Mas ele disse que não gostou da forma como a vítima bateu e afirmou que o policial teria chutado o portão", explicou o delegado Fabiano Moza.

A investigação concluiu que João Ezequiel foi atingido por três tiros, um deles na cabeça, e não teve tempo de reagir. Para a polícia, a quantidade de disparos e a dinâmica do crime afastam, em princípio, a hipótese de legítima defesa.

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