Depois de dez semanas de quedas consecutivas, os preços da mandioca registraram reação em parte das regiões produtoras, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Apesar da melhora das condições climáticas na maior parte das praças, a colheita e a comercialização da mandioca avançaram menos do que o esperado. Assim, a menor disponibilidade de raízes de segundo ciclo em algumas áreas, ao mesmo tempo em que parte dos produtores passou a priorizar as atividades de plantio em detrimento da colheita, equilibrou a oferta e a demanda industriais, impulsionando as cotações.
Em relação ao plantio, de acordo com o Cepea, a maior parte dos produtores tem sinalizado redução da área cultivada neste ano. A menor disponibilidade de terras, os elevados valores dos arrendamentos – especialmente no Paraná – e os maiores custos de insumos somam-se à baixa rentabilidade observada nas últimas temporadas, fatores que podem influenciar a tomada de decisão dos agricultores.
O Cepea destaca que, no médio prazo, o fenômeno El Niño, previsto com forte intensidade, poderá afetar a oferta da raiz. Na região Centro-Sul, a alternância entre períodos chuvosos e veranicos pode comprometer o desenvolvimento das lavouras, enquanto, no Nordeste, a menor ocorrência de precipitações pode alterar o fluxo de comercialização, com possíveis reflexos nos preços.
Preços da mandioca reagem após mais de dois meses de queda, diz Cepea
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22/06/2026
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Fonte: Globo Rural
Crédito da imagem: Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN
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