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PT mira ampliar bancada e eleger 90 deputados e 14 senadores em 2026

calendar_month 16/04/2026
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PT mira ampliar bancada e eleger 90 deputados e 14 senadores em 2026

Crédito da imagem: (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O PT (Partido dos Trabalhadores) mira ampliar sua bancada nas eleições 2026 e projeta eleger cerca de 90 deputados federais e 14 senadores em outubro. A informação foi divulgada pelo vice-presidente nacional da sigla, Jilmar Tatto, em entrevista à CNN, nesta quinta-feira (16).

Atualmente, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conta com 66 deputados e nove senadores em Brasília, sem considerar os parlamentares de PV (Partido Verde) e PCdoB (Partido Comunista do Brasil), que integram a Federação Brasil da Esperança com o PT.

Disputa entre PT e PL e polarização política
Em representatividade no Congresso Nacional, o PT só fica atrás do PL, legenda ligada atualmente ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato no pleito deste ano. Nos bastidores, o Partido Liberal também busca expansão e mira eleger 115 deputados e 20 senadores em outubro.

Jilmar Tatto avalia que as eleições 2026 serão marcadas pela polarização, o que deverá favorecer o crescimento de ambas as bancadas.

“Será uma eleição altamente polarizada. Não tem espaço para o centro. Isso vale tanto para a Presidência, para governadores, para deputados e senadores. Ou a pessoa vai votar no 13 ou no 22. E ambas as bancadas vão crescer, por causa dessa polarização entre Lula e Flávio”, projeta.

Alianças nos Estados podem alavancar eleição de Lula
A prioridade número 1 do PT em 2026 é a manutenção no comando do Palácio do Planalto, com a reeleição de Lula. Para alcançar o objetivo, Jilmar Tatto considera fundamental a construção de alianças regionais.

Também nesta semana, o presidente nacional da legenda, Edinho Silva, afirmou que Lula só conseguirá vencer as eleições presidenciais de outubro se os acordos regionais forem ampliados.

Como exemplo da estratégia petista, Tatto cita o apoio à pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) no Rio Grande do Sul, movimento que pode facilitar uma composição nacional com o partido em 2026.

Em São Paulo, o embate entre Lula e Flávio Bolsonaro será regionalizado por Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas. O dirigente vê o ex-ministro com chances reais de bater o atual governador paulista nas urnas.

“Tem três fatores positivos para o Haddad: a largada nas pesquisas é boa, o palanque que ganha muito com (Simone) Tebet, (Geraldo) Alckmin. E terceiro que tem muito prefeito insatisfeito com o Tarcísio, especialmente alguns do PSD, indicando que pode desembarcar”, avalia.

No Paraná, o cenário é mais desafiador para o PT. Historicamente com menor capilaridade no Estado, a sigla busca fortalecer sua presença com nomes conhecidos e já consolidados como puxadores de votos. Entre eles, a ex-ministra Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao Senado, Renato Freitas, eleito deputado estadual em 2022 com expressivos 57.800 votos e que deverá concorrer a uma vaga na Câmara ao lado de Arilson Chiorato, além ainda da deputada federal Carol Dartora, e o apoio a Requião Filho ao Palácio Iguaçu, ex-PT e atualmente no PDT.

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