As cotações desojaregistraram alta nabolsa de Chicago, apoiadas pela valorização do farelo de soja no cenário externo. Nesta segunda-feira (27/4), os contratos para julho subiram 1,15%, para US$ 11,92 o bushel.
A soja pegou carona na valorização do farelo, que avançou quase 3% na sessão de hoje, com receio sobre a oferta que vem da Argentina, maior exportador mundial.
“Tivemos relatos de uma carga contaminada de farelo que saiu da Argentina com destino à Europa. Mas isso vem sendo falado desde a semana passada. Acredito que o atraso na colheita argentina está tendo um impacto mais forte para as cotações”, diz Leonardo Martini, analista de gerenciamento de riscos da StoneX.
Segundo ele, os trabalhos em solos argentinos enfrentam problemas devido ao excesso de chuvas. Para esta semana, no entanto, as previsões indicam tempo mais firme, que pode fazer a operação retomar o ritmo acelerado.
Trigo
Os preços do trigo na bolsa de Chicago seguem sustentados pelo pessimismo com as condições da safra nos EUA. Os lotes com entrega para julho subiram 2,11%, a US$ 6,2975 o bushel.
Em boletim, a T&F Consultoria Agroeconômica diz que o clima nos Estados Unidos segue como fator determinante para as elevações do trigo. De acordo com a empresa, apesar das chuvas recentes, algumas áreas produtoras no país “apresentam dano possivelmente irreversível”.
“O Estado do Kansas é responsável pela maior área de produção de trigo dos EUA. Com seca moderada passando de 52,9% para 59,8% e seca severa de 11,3% para 32,6% o impacto é fortemente altista. Com isso, o mercado começa a precificar quebra relevante na produção”, destaca a consultoria.
Milho
O preço do milho avançou na bolsa de Chicago. Os lotes com entrega para maio subiram 1,24%, a US$ 4,6925 o bushel. A alta do trigo beneficiou o movimento do milho, já que ambos os cereais tem correlação, uma vez que são utilizados como insumo na indústria de ração animal.
Mais recentePróximaGrãos abrem a semana em alta na bolsa de Chicago