O pré-candidato ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB-CE), afirmou que ainda avalia qual nome apoiará na disputa pela Presidência da República em 2026. Durante entrevista ao portal News Cariri, realizada no sábado (18), no evento agropecuário Expocrato, em Cariri (CE), o tucano mencionou as possibilidades de apoio a Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão).
Ciro explicou que sua intenção inicial era apoiar o ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG), em razão da filiação partidária dos dois, mas afirmou que a desistência de Neves abriu espaço para uma nova definição. Apesar de citar outros nomes, o ex-ministro não declarou apoio a nenhum candidato até o momento.
Na entrevista, Ciro também não fez referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência. O nome do parlamentar ganhou destaque nos últimos meses após o conflito envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua madrasta, em razão da decisão de Flávio de apoiar a candidatura de Ciro Gomes ao governo cearense.
Michelle, por sua vez, declarou apoio ao senador Eduardo Girão (Novo-CE), que criticou Ciro nesta semana e afirmou que o tucano seria “uma cobra para nos picar em 2030”.
Ciro diz que divergências entre aliados não são problema
Segundo Ciro Gomes, a escolha do candidato presidencial está sendo debatida com o ex-senador e aliado Tasso Jereissati (PSDB-CE). Para ele, eventuais divergências entre integrantes do grupo político não impedem a construção do projeto para o Ceará.
“Hoje, nosso senador Alcides [Fernandes] vota no Bolsonaro, no Flávio Bolsonaro. O Mauro Benevides (União), que coordena meu projeto de governo, é vice-líder do [governo] Lula [na Câmara], vota no Lula. E tá tudo certo, tudo bem”, afirmou.
O pré-candidato ressaltou ainda que, neste momento, sua principal prioridade é a disputa pelo governo estadual e a defesa dos interesses do Ceará.
“Minha preocupação maior agora é o Ceará, é cuidar do Ceará”, declarou.