O novo ministro daPescae Aquicultura, Édipo Araújo, tomou posse nesta quarta-feira (1/4), em cerimônia na sede da Pasta. Ele substituiAndré de Paula, que assumirá o Ministério da Agricultura.
Édipo Araújo é o primeiro engenheiro depescaa comandar o ministério. Antes, foi diretor e secretário-executivo. Em seu discurso, afirmou que pretende dar continuidade aos programas estruturados desde 2023 e consolidar apescanos debates sobre políticas públicas no Brasil.
“Assumir esse cargo como engenheiro depescatem um significado profundo, é um marco pessoal e um legado aos profissionais da engenharia. Esse reconhecimento da área é uma afirmação de que ciência, técnica e conhecimento aplicado precisam estar no centro das políticas públicas”, afirmou durante a cerimônia. “Pescae aquicultura não são apenas setores produtivos, são parte da solução para construir um Brasil mais sustentável e inclusivo”, acrescentou.
Engenheiro, pesquisador e servidor público, é elogiado pelo perfil técnico e pela capacidade de agregar posições em busca de consenso.
Ele é bacharel em Engenharia dePescapela Universidade Federal Rural da Amazônia, mestre em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais pela e doutor em Ecologia Aquática ePescapela Universidade Federal do Pará (UFPA). Atuou como coordenador e diretor no Ministério da Agricultura entre 2019 e 2022 e diretor do MPA, antes de assumir como secretário-executivo em julho de 2024.
Édipo Araújo listou alguns avanços em políticas do Ministério daPescanos últimos anos, mas citou uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que “ainda temos muito a fazer, de fato, com senso de urgência e responsabilidade”.
Entre os avanços no setor estão a reativação do Conselho Nacional de Aquicultura ePesca(Conape), a retomada das Estatísticas Pesqueiras após mais de 15 anos, e as melhorias no Registro Geral da atividade, com a unificação de dados.
O novo ministro ainda salientou ações para a regularização da atividade e a ajuda emergencial de quase R$ 1 bilhão destinada a mais de 340 mil pescadores no Norte do país por conta da seca que afetou a região recentemente.
Araújo lembrou ainda o recorde de assinatura de 612 contratos de concessão de uso de águas da União para projetos de aquicultura, com potencial de geração de 27 mil empregos diretos e indiretos.
No cenário internacional, foram abertos 19 novos mercados para pescados brasileiros desde 2023. No radar, estão missões do Reino Unido e União Europeia para reabertura, lembrou o ministro.
“Seguiremos avançando na valorização dos pescadores e da aquicultura e com o reconhecimento de que esse é um setor estratégico para desenvolvimento do país”, concluiu.