A advogada Juliane Suellen Vieira dos Reis, 29 anos, que resgatou a família pela janela do 13º andar durante incêndio em Cascavel, em outubro do ano passado, divulgou nas redes sociais informações sobre o longo processo de recuperação.
Ela afirma que vai processar o Estado e afirma que não estava queimada até o resgate.
A advogada Juliane Vieira usou o perfil pessoal para compartilhar a percepção dela sobre o dia em que foi resgatada pelos bombeiros do apartamento em chamas.
Juliane tem cerca de 17,7 mil seguidores na página, que é pública. Ela segue em recuperação do incêndio ocorrido em 15 de outubro de 2025, no 13º andar no Centro de Cascavel. O caso ganhou repercussão após imagens mostrarem Juliane retirando a mãe e o primo, de quatro anos, pela janela do apartamento. A advogada se arriscou ao ficar pendurada em um suporte de ar-condicionado.
Na rede social, Juliane respondeu à pergunta sobre por que não conseguiu entrar pela janela, como a mãe e o primo. Ela foi retirada por dentro do apartamento em chamas.
"Se eu soubesse que eles iam tentar me matar, me tirando pelo fogo, me derrubando no fogo, eu teria pulado, com certeza", disse Juliane.
Para ela, o resgate poderia ter sido totalmente diferente. Ela disse que não queria ter voltado para o apartamento em chamas e que tinha condições de aguardar por mais tempo pelo resgate.
"Quantas possibilidades nós tínhamos de salvamento? Me jogar uma corda, amarrar uma corda na minha cintura, fosse no terraço, qualquer coisa. Podiam ter se comunicado comigo, porque eu estava 100% bem e eu tentei me comunicar. Mas, conforme a tenente, eles seguiram todos os protocolos de salvamento. Então, o salvamento deles é tirar vocês pelo fogo também", continua.
Juliane afirma que, durante o resgate da mãe e do primo, ela não sofreu queimaduras.
"Eu não estava queimada quando eu estava pendurada do lado de fora do prédio. Eu não tinha nem respirado fumaça, não tinha nenhuma queimadura. O fogo estava numa situação em que não valia a pena eu tentar apagar, mas não tinha pego no apartamento inteiro, estava só em um pedacinho. Aí, quando me tiraram pelo fogo, eu senti todas as dores. Eu fui queimada viva".
Diante disso, ela afirmou que vai processar o Estado.
"Se os bombeiros não têm treinamento adequado para treinar seus profissionais, quem é culpado é o Estado. Vou processar, sim. Eu só estou esperando meus prontuários médicos".
A perícia realizada no apartamento apontou que o incêndio foi acidental e que o fogo começou na cozinha. Contudo, não foi possível apontar a causa. Sobre isso, Juliane afirma que também desconhece o que iniciou as chamas.
Juliane Vieira teve 63% do corpo queimado e ficou internada por três meses no Hospital de Queimados, em Londrina. A jovem ficou em coma por dois meses.
O comando do Corpo de Bombeiros de Cascavel informou que não vai comentar o caso.
"Eu fui queimada viva", diz advogada ao anunciar processo contra o Estado
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03/06/2026
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Fonte: Catve
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