Às vésperas da eleição no Brasil, o presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “ladrão” e reiterou novamente seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Milei atacou o petista em entrevista à revista francesa Le Point.
O político argentino afirmou que o presidente brasileiro teria sido beneficiado por uma decisão judicial que o livrou das condenações por corrupção. Milei também acusou Lula de ter promovido “ações sujas” contra sua candidatura nas eleições argentinas de 2023.
“Para mim, ele [Lula] é um ladrão; saiu da prisão por uma questão administrativa”, disparou Javier Milei.
Ao falar sobre a disputa presidencial brasileira, o presidente argentino disse ter esperança de que Flávio Bolsonaro seja eleito. Segundo Milei, o senador e candidato do PL seria um “amigo” e teria condições de promover “reformas liberais necessárias” no Brasil.
Na entrevista, Milei afirmou que Lula teria enviado profissionais brasileiros para atuar contra sua campanha presidencial em 2023. Segundo o argentino, um brasileiro teria liderado ações contra sua candidatura e recebido pagamentos do governo Lula.
“Lula enviou a Buenos Aires uma equipe de trinta brasileiros, psicólogos e comunicadores para organizar uma campanha negativa contra mim”, disse o presidente argentino.
A declaração faz referência à participação de uma equipe de cerca de 20 publicitários brasileiros na campanha de Sergio Massa, adversário de Milei na eleição argentina de 2023.
O grupo participou das estratégias de comunicação da campanha do então candidato peronista. Segundo informações já divulgadas pela imprensa, a equipe tinha ligação profissional com Sidônio Palmeira, atual ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência.
Milei ainda se queixou por ter sido impedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão domiciliar.