O Ministério da Agricultura prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o país em função do risco de detecção do vírus da influenza aviária. O Brasil mantém o status desde maio de 2023, quando os primeiros focos em aves silvestres foram registrados em território nacional.
Com isso, o estado de emergência ficará vigente, ao menos, até outubro deste ano. Com a prorrogação, o ministério pode manter a adoção de medidas de erradicação do foco de forma rápida, a mobilização de verbas da União e a articulação com outras Pastas, organizações governamentais - nas três instâncias: federal, estadual e municipal - e não governamentais.
Em fevereiro deste ano, o governo federal sancionou a lei que abre crédito de R$ 83,5 milhões para o Ministério da Agricultura aplicar em ações sanitárias. Parte do recurso é destinado ao enfrentamento da gripe aviária no país.
Atualmente, cinco casos suspeitos de infecção pelo vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade estão em investigação, mas nenhum em ave de criação comercial, única modalidade que pode gerar embargos e restrições comerciais se for detectado.
Os casos em investigação são em aves silvestres ou de criação doméstica em Mato Grosso, Minas Gerais e Ceará, de acordo com o painel de acompanhamento do Ministério da Agricultura.
Desde 2023, foram realizadas mais de 5,3 mil investigações e coletadas quase 1,4 mil amostras para testes. Apenas um caso de gripe aviária foi identificado em granja comercial, em maio de 2025, em uma unidade de Montenegro (RS).
Também foram confirmados 14 casos de gripe aviária em aves de criação doméstica e 173 focos em animais silvestres.
Ministério prorroga estado de emergência para gripe aviária
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26/03/2026
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Fonte: Globo Rural
Crédito da imagem: Ari Dias/AEN
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