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Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 é condenada por estelionato e falsa identidade

calendar_month 21/08/2026
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Mulher de 38 anos que fingiu ter 12 é condenada por estelionato e falsa identidade

Amanda Maria Souza de Oliveira, a mulher de 38 anos que fingiu ter 12 e enganou uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, foi condenada nesta quinta-feira (20) por estelionato e falsa identidade. Ela recebeu a pena de um ano, seis meses e 10 dias de reclusão e a quatro meses e 18 dias de detenção.

O Poder Judiciário esclareceu que essas duas penas serão cumpridas em regime inicial semiaberto. A sentença manteve a prisão preventiva dela.

A defesa de Amanda se manifestou por nota e disse que discorda da decisão. Falou ainda que "adotará de imediato todas as medidas legais e recursos cabíveis junto às instâncias superiores, visando reformar o julgado e provar a inocência de Amanda Maria Souza de Oliveira em grau recursal.

Mulher 'sequestrou emocionalmente a família', diz polícia
Pelo entendimento do Poder Judiciário, Amanda criou uma identidade fictícia e, durante cerca de 14 meses de convivência, foi tratada como filha e recebeu moradia, alimentação, medicamentos e outros cuidados, até que a história foi descoberta.

De acordo com a sentença, a mulher inicialmente teria se apresentado como adulta e, posteriormente, passado a afirmar que era adolescente. Com a identidade falsa, aproximou-se da família e relatou situações de vulnerabilidade, inclusive com histórico de abusos, problemas de saúde e abandono familiar.

Entre as provas juntadas ao processo estão:

  • laudo de celular apreendido
  • depoimentos das vítimas e testemunhas
  • admissão da acusada de que usada nome e idade falsos

Com o golpe, a acusada obteve o custeio integral da própria sobrevivência enquanto morou com a família.

O juízo também considerou a repercussão social do caso e os impactos emocionais e familiares decorrentes da situação, especialmente em razão do vínculo construído entre a ré e as vítimas ao longo de mais de um ano.

Para o Poder Judiciário, Amanda agiu de forma consciente para induzir e manter as vítimas em erro.

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CONDENADA ESTELIONATO FALSA IDENTIDADE SANTA CATARINA

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