Os pais do menino de 6 anos que foi deixado sozinho em um carro de aplicativo em Cascavel, são investigados pela suspeita de abandono de incapaz. O caso está sob responsabilidade do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente (Nucria), da Polícia Civil, e tramita sob sigilo.
A criança foi acolhida em um abrigo depois que o motorista do aplicativo chegou ao destino indicado e não encontrou ninguém para recebê-la. O menino começou a chorar, e o condutor chamou a Guarda Municipal.
Segundo o Conselho Tutelar, depois de ser acolhida, a criança contou que a mãe a colocou no carro para que fosse até a casa de uma amiga dela. A mulher, no entanto, não estava no endereço.
O menino permanece no acolhimento enquanto o caso é apurado. Até a última atualização, não havia informação sobre se a mãe ou o pai haviam procurado o Conselho Tutelar ou a Polícia Civil.
Criança foi deixada sozinha no carro
O caso aconteceu na noite de sábado (22). Segundo a Guarda Municipal, o motorista aceitou uma corrida para levar o menino até a região do Brasmadeira.
Ao chegar ao endereço indicado, porém, não havia ninguém esperando pela criança. O menino começou a chorar, e o motorista decidiu pedir ajuda à Guarda Municipal.
De acordo com o relato feito aos agentes, o aplicativo não permitiu consultar o histórico da corrida para identificar com precisão o local onde a mãe havia embarcado com a criança ou obter outras informações sobre o destino.
Inicialmente, o menino não conseguiu explicar o que havia acontecido. Segundo o Conselho Tutelar, ele estava assustado com a situação e com a reação do motorista, que estava exaltado enquanto conversava com os agentes.
Depois de chegar ao acolhimento, a criança conseguiu conversar com os conselheiros e contou que a mãe havia colocado o menino no carro para que ele fosse até a casa de uma amiga dela. A amiga, porém, não estava no local.
Investigação
Como a corrida teria começado no bairro Cascavel Velho, o Conselho Tutelar Sul foi acionado. O órgão fez o acolhimento da criança e encaminhou o caso para as autoridades responsáveis.
Agora, a Polícia Civil investiga as circunstâncias em que o menino foi deixado sozinho e a responsabilidade dos pais. O procedimento está sob sigilo.