O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), confirmou, nesta quinta-feira (26), que definirá o candidato à sucessão ao Palácio Iguaçu nos próximos dias e disse que tem a “função” de defender o estado das “brigas que vêm de Brasília“.
A fala ao repórter Romeu Junior da Ric RECORD faz alusão aos principais adversários do PSD na disputa ao Governo do Paraná: o senador Sergio Moro do PL de Flávio Bolsonaro e o deputado estadual Requião Filho do PDT, apoiado pelo PT do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Eu tenho muito medo que as brigas de Brasília venham atrapalhar o Paraná. Nós conseguimos proteger o estado durante sete anos dessa briga que acontece em Brasília e traz muito prejuízo ao Brasil. A minha preocupação é que essas brigas e esses arranjos de Brasília possam vir para o Paraná e atrapalhar o desenvolvimento do nosso estado. E a minha função é fazer um escudo disso e proteger o paranaense”, explicou o governador.
Essa foi a primeira entrevista de Ratinho Junior após o anúncio oficial da desistência da candidatura presidencial. O governador do Paraná cumpre agenda em Pato Branco e em outros municípios do oeste e sudoeste do estado.
Acompanhado do secretário estadual das Cidades, Guto Silva, e do deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi, Ratinho Junior também pontuou que o foco para os próximos dias é compor a chapa para as eleições deste ano.
“A discussão não é apenas de nome. Nós temos que apresentar uma chapa para a população do Paraná. Uma chapa que tenha governador, tenha vice-governador, tenha dois candidatos a senador. Os nomes que estão aqui comigo, o secretário Guto Silva, e o presidente da Assembleia, Alexandre Curi, todos eles são grandes nomes. Todos eles têm tranquilidade, capacidade técnica e estofo político para assumir qualquer uma dessas responsabilidades. A preocupação é apresentar uma chapa que possa defender os interesses do Paraná”, complementou.
Esse fortalecimento da base aliada se torna mais importante devido ao PSD ter perdido dois dos principais partidos que integravam esse grupo nos últimos anos: o PL e o Partido Novo.
Assim, a tendência é que o foco de Ratinho Junior seja manter o MDB e o Progressistas – que deve formalizar federação com o União Brasil nas próximas semanas, no grupo político.
Sobre a desistência da corrida presidencial, Ratinho Junior manteve o posicionamento da nota divulgada na última segunda-feira (24) e afirmou que as questões familiares pesaram na escolha.
“Tomei uma decisão muito difícil, não tenha dúvida. Eu estava muito animado em ser uma opção aos brasileiros. Mas era uma discussão que o partido ainda tinha interna e não tinha batido o martelo nos nomes. A decisão familiar, filhos, meu compromisso com o estado em ficar até o último dia do meu mandato, fiz esse compromisso com os paranaenses. Tudo isso pesou bastante”, finalizou o governador.
Ratinho Jr. alfineta Moro e PT e pede defesa do Paraná a "brigas que vêm de Brasília"
(Foto: Reprodução/Ric RECORD)
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