O senador Magno Malta (PL) disse, em um vídeo divulgado neste sábado (2), que a acusação de que teria agredido uma técnica de enfermagem é uma “mentira deslavada” e que se for encontrado algum vídeo dele batendo no rosto da funcionária do Hospital DF Star, em Brasília, ele renuncia ao seu mandato.
O política ainda disse o que aconteceu é “alguma coisa armada em uma tentativa de destruir” sua reputação. O senador afirma que está sendo perseguido e sugere que seria uma armação da oposição após a derrota do Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e a derrubada do veto do governo com o PL da Dosimetria.
"Eu quero afirmar para vocês que essa mentira é tão deslavada, sem consequência, irresponsável...eu vou ser mais firme ainda… se encontrar algum vídeo meu batendo na enfermeira e quebrando os óculos dela, eu renuncio do meu mandato. Eu nunca toquei a mão em ninguém".
Entenda o caso
Uma técnica de enfermagem que trabalha no Hospital DF Star, em Brasília, afirma que o senador Magno Malta teria dado um tapa no rosto dela, durante um atendimento realizado na quinta-feira, dia 30 de abril.
No depoimento que a reportagem da BandNews teve acesso, a profissional conta que o senador foi realizar exames relacionados ao coração na unidade, durante a internação.
O exame necessitava de injeção de contraste, e na hora da realização do procedimento, a profissional identificou que havia uma pressão na perfuração, impedindo a chegada do líquido.
Por conta disto, ela teria voltado até a sala em que o senador estava, e constatou que havia vazamento. No momento em que ela se dirigiu para fazer um procedimento, o parlamentar teria levantado do tomógrafo e dado um tapa no rosto dela, que teria entortado os óculos que ela usava.
Ela prossegue o depoimento dizendo que imediatamente chamou a enfermeira e o médico responsáveis, que tiveram o atendimento recusado pelo Senador.
Por fim, ela ainda registra que o parlamentar teria agredido ela verbalmente, a chamando de incompetente e imunda.
O boletim de ocorrência foi feito na delegacia virtual da Polícia Civil do Distrito Federal, e registrado em uma delegacia física na área central de Brasília, com o carimbo do instituto médico legal.
Apuração do caso
Em nota, o DF Star informou ter iniciado uma apuração administrativa sobre o ocorrido e que está dando "todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão". O hospital disse ainda estar "à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio".
Já o senador diz ter alertado a profissional repetidas vezes durante o procedimento que o acesso estava incorreto e lhe causava fortes dores situação e que "diante da situação e da forma como foi tratado", deixou sala de exames.
A nota do político classificou como "estranheza" o fato de a profissional ter buscado registrar sua versão, descrevendo a atitude como "defensiva diante da possibilidade de responsabilização pelo grave ocorrido".