O número de paranaenses que acumularam dívidas no primeiro semestre de 2026 caiu em relação ao mesmo período do ano passado. É o que aponta a nova edição da pesquisa Retrato Econômico do Paraná, realizada pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil – Seção Paraná (IEPTB/PR), entidade que representa os Cartórios de Protesto do estado.
Segundo o levantamento, 26% dos entrevistados afirmaram ter acumulado dívidas nos seis primeiros meses deste ano, ante aos 39% registrados no mesmo período de 2025. Conforme o Instituto, a melhora coincide com a redução do desemprego entre os principais fatores apontados para o endividamento.
Apesar da queda no número de inadimplentes, a pesquisa mostra que aqueles que permanecem com dívidas enfrentam um cenário mais desafiador, com débitos de valores mais elevados.
Paranaenses contraem dívidas maiores em 2026
O estudo aponta uma mudança no perfil das dívidas dos paranaenses. Em 2025, a faixa de endividamento mais frequente estava entre R$ 500 e R$ 2 mil. Já em 2026, a maior concentração passou para entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.
Para o presidente do IEPTB/PR, João Norberto França Gomes, o cenário indica uma recuperação parcial da situação financeira das famílias, mas exige atenção.
“A redução de endividados é uma notícia positiva e mostra avanços na organização financeira das famílias. Ao mesmo tempo, dívidas elevadas tornam a recuperação mais complexa, o que reforça a importância da educação financeira”, avalia.
A pesquisa também detalhou o tempo de inadimplência dos paranaenses. Entre aqueles que possuem contas em atraso, 32% afirmaram ter débitos vencidos entre 30 e 90 dias, enquanto 22% acumulam dívidas entre 91 e 180 dias. Outros 19% disseram não saber informar há quanto tempo estão inadimplentes.
Considerando apenas os entrevistados que conseguiram estimar o período de atraso, sete em cada dez possuem pendências financeiras concentradas nos primeiros seis meses de inadimplência. Segundo o instituto, esse intervalo é considerado estratégico para negociações e recuperação do crédito.
Cartão de crédito lidera lista de endividamento
O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida dos paranaenses, citado por 30% dos entrevistados. Embora tenha registrado queda em relação aos 34% observados no mesmo período de 2025, permanece a principal fonte de desequilíbrio financeiro das famílias.
Na sequência, aparecem os empréstimos pessoais, responsáveis por 19% das dívidas, percentual superior ao registrado no ano anterior. Já o crediário e os carnês de lojas representam 11% dos casos.
“O crescimento dos empréstimos pessoais pode indicar uma migração de dívidas originalmente concentradas no cartão de crédito para modalidades de crédito com prazos mais longos, utilizadas para reorganização financeira ou renegociação de débitos anteriores”, pontua o presidente do Instituto de Protesto do Paraná.
Portal Guaíra com informações da Ric Mais